domingo, 13 de dezembro de 2009

A verdadeira beleza feminina


Dentre os fatos da vida que me inspiram a escrever aqui, chegou a minha mente o tema "padrão" de beleza (adjetivo muito subjetivo para mim) imposto à mulher. Há dois dias que venho pensando sobre isso.

Muitas dúvidas ainda persistem em minha mente sobre esse tópico. Ao mesmo tempo que começo a constatar que a "beleza" esteriotipada da mulher magra e sarada, barriga tanquinho e alta (biotipo inatingível pela maioria das mulheres "humanas" de verdade) se sobrepõem aos valores morais, ao caráter da mulher dado o fascínio que muitos homens (não digo todos para não ser injusta às exceções) conforme divulgado pela mídia, nas capas de revistas (Playboy, Cláudia, etc) e sites pornôs; me deparo com as tais exceções (muito poucas) que partilham da opinião do seguinte autor (anônimo):
“Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.

Não temos a menor idéia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer, se tem forma de guitarra.... está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas.

As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas... Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo. As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays e odeiam as mulheres e com elas competem [eu não partilho dessa opnião preconceituosa, leitores deste blog]. Suas modas são retas [de fato] e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los.

Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato, são equivalentes a mil viagras.

A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada, basta a nossa. Os cabelos, quanto mais tratados, melhor.

As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas. Porque razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam conosco? Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão.

É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulêmica e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática, tranqüila e cheia de saúde [achei esta opnião preconceituosa, apesar de não ser nem modelo e nem anoréxica].

Entendam de uma vez! Tratem de agradar a nós e não a vocês [não concordo, é agradar à SIM, é "se amar", depois o outro] porque, nunca terão uma referência objetiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher. Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda [não é bem assim, reconheçamos].

As jovens são lindas... mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o atlântico a nado. O corpo muda... cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18. Entretanto uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo.

Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em setembro, não antes; quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (não se saboteia e não sofre); quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.

Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol' nem em spa.. viveram! O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesárias e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.
Cuidem-no! Cuidem-se! Amem-se!

A beleza é tudo isto.”


Bem ... apesar das divergências de opinião em alguns pontos com o autor devido algumas de suas conclusões um pouco precipitadas e preconceituosas como assinalei em colchetes e apesar do mesmo acentuar somente as qualidades físicas é ao menos consolador saber que existem homens que tem outra visão de beleza feminina.

Também creio, sei que existe (felizmente) homens que ainda valorizam o interior de uma mulher, suas qualidades intelectuais e morais; pois é essa a verdadeira beleza...a essência...é o que dura para SEMPRE e não custa a vida de ninguém para atingí-la.

Não pretendi propor aqui uma reflexão feminista. Aliás, se tem uma coisa que eu não sou é feminista. Penso que todos nós temos capacidade, direitos e deveres iguais na medida em que a genética de cada gênero permite.

Deixando a reflexão a vocês para o que realmente é a beleza ainda faço um comentário pessoal, ou melhor, uma dúvida que eu tenho: gostaria de saber se o que o autor desse texto escreveu é compartilhado com a opinião da maioria homens pois se for, por quê as muito magras como a Gisele (IMC muito abaixo do normal, 16 kg/m2, quando o SAUDÁVEL é no MÍNIMO 18 Kg/m2) os atraem tanto só de olhar, sem nem as conhecer?

Lembro-lhes que posso estar muito equivocada acerca do que escrevi. Só quis oferecer-lhes uma oportunidade para refletir e poder aprender um pouco com vocês.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Inigualável



"Freddie Mercury, nome artístico de Farrokh Bommi Bulsara (Stone Town, 5 de setembro de 1946 — Londres, 24 de novembro de 1991), foi o vocalista da banda de rock britânica Queen. É considerado pelos críticos e por diversas votações populares um dos melhores cantores de todos os tempos e uma das vozes mais conhecidas do mundo."

De sua voz fantástica, de um belíssimo tom inatingível e formação clássica, nós já sabemos. Basta ouví-lo e se deliciar com a riquíssima música.

Lembro-me do dia em que ele morreu, há 18 anos atrás. Um homem brilhante com uma paixão pela vida mais intensa e linda que eu já vi.

Pensar nele nos meus dias de minha rabujice da minha vida me encoraja a ver que a vida é muito curta pra ficar pensando em bobagens.

Uma das músicas mais lindas e emocionantes dele é a que segue no link abaixo;lembrando que foi seu último clip em vida em que o cantor fez questão de usar suas últimas forças para passar sua mensagem. Foi-me apresentada por outro homem maravilhoso e também admiravelmente apaixonado pela vida, o Rafael da Silva Malaquias, o Innuendo (por acaso em homenagem ao prórpio Fred), o Innu, o Rafa, o Rafinha, enfim, a minha VIDA!

http://www.youtube.com/watch?v=YOJPvxgkvn8

Paz e luz a todos.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Redes sociais virtuais


A noção geral que normalmente se encontra para Rede social é a de ser:

"[...] uma das formas de representação dos relacionamentos afetivos ou profissionais dos seres entre si ou entre seus interesses de agrupamentos mútuos." (http://pt.wikipedia.org/wiki/Rede_social)

De acordo com a popular enciclopédia Wikipédia; essa rede propõe o "compartilhamento de ideias entre pessoas que possuem interesses e objetivos em comum e também valores a serem compartilhados."

Tal recurso é disponibilizado em ambiente virtual (popularmente tipificado como site de relacionamentos) em razão do mesmo permitir, segundo o site supracitado, "uma aceleração e ampla maneira das ideias serem divulgadas e da absorção de novos elementos em busca de algo em comum".

A psicóloga e psicanalista Thaïs Sá Pereira e Oliveira (http://www.orkut.etc.br/portal/node/30) confirma essa proposta que tais sites inicialmente deveriam ser voltados afirmando: "[...] os sites de relacionamento têm como objetivo ampliar as possibilidades de que as pessoas façam novas relações, não importa de que tipo sejam, contanto que correspondam ao objetivo de cada uma."

Eis a seguir alguns conceitos interessantes pertinentes a este tópico:
"O conceito de laço social passa pela ideia de interação social, sendo denominado laço relacional em contraposição ao laço associativo, este relacionado unicamente ao pertencer (a algum lugar, por exemplo). Os laços associativos constituem em meras conexões formais, que independem do ato de vontade do indivíduo, bem como de custo e investimento. Os laços sociais podem ser também fortes e fracos. Laços fortes são aqueles que se caracterizam pela intimidade, pela proximidade e pela intencionalidade em criar e manter uma conexão entre duas [ou mais] pessoas. Os laços fracos, por outro lado, se caracterizam por relações esparsas, que não traduzem proximidade e intimidade. As interações sociais que ocorrem na Internet (em weblogs, fotologs e no Orkut) constituem efetivamente laços fortes. Declarações de amor, amizade e suporte são frequentes, demonstrando intimidade. Recebem também a definição de 'Redes Sociais Virtuais', que são os agrupamentos, por meio de softwares específicos (aplicativos Web 2.0) que permitem a gravação de perfis, com dados e informações de caráter geral e específico, das mais diversas formas e tipos (textos, arquivos, imagens, fotos, vídeos, etc), os quais podem ser acessados e vizualizados por outras pessoas. Há também a formação de grupos por afinidade, com ou sem autorização, e de espaços específicos para discussões, debates e apresentação de temas variados (comunidades com seus fóruns)."
Apontadas todas essas explicações a que uma rede social, principalmente virtual, se propõe; fica evidente que de um modo geral tal interação não ocorre. Não se sabe se devido a falta de tempo há um impedimento de tal atitude atenciosa e agradável, se somente há um "adicionamento" para disfarçar o interesse maior em outra pessoa que tenha alguma relação direta com a mesma, ou se é só para se expor. O fato é que não há qualquer tipo de interação (comentário a fotos, parabenizações, preocupação ou lembrança do bem-estar do outro, cumprimentos, retribuições da atenção dada, troca de ideias, convites e etc) ou praticamente nenhuma.

Tal constatação é triste e dolorosa para quem só queria expandir amizades e fazer o bem. A autora deste blog acredita não ser a única a pensar assim. Tanto é assim que a mesma conseguiu encontrar uma citação (referente ao Orkut) anônima que partilha perfeitamente com a sua reflexão. Ei-la:
"Inicialmente, o Orkut parece demonstrar a existência de redes sociais amplas, com pequeno grau de separação de acordo com o modelo de Watts e Strogatz. Porém a maioria das distâncias se reduz pela presença de alguns indivíduos que são amigos de todo mundo. Estes seriam chamados de hubs, pessoas totalmente conectadas, com imenso número de amigos, que contribuem para a queda da distância entre os indivíduos no sistema. Mas nem todos são realmente amigos nesta rede. A maioria destas conexões pode ser falsa no sentido de que não apresenta nenhum tipo de interação social. Ao final, torna-se simplesmente uma 'coleção' de perfis. Deste modo, entram as seguintes questões: Se não existe interação como pressuposto para o estabelecimento dessas conexões, será que o sistema pode ser considerado uma rede social? Como um hub no Orkut representa um verdadeiro hub em um grupo social? As conexões do Orkut representam [de fato] conexões sociais?"